Planaltina comemora 200 anos do Arraial de São Sebastião
Apresentações culturais e debates sobre a preservação do patrimônio de Planaltina marcaram o Encontro Cultural que festejou os 200 anos do
Arraial de São Sebastião de Mestre D’Armas.
Arraial de São Sebastião de Mestre D’Armas.
De longe a cantoria anunciava o inicio do Encontro que reuniu artesões, grupos de teatro, música e poesia. Era o cortejo da Folia de São Sebastião convidando todos a entrarem na Igreja de São Sebastião no centro histórico de Planaltina.
E vieram muitos. População, pioneiros e representantes de grupos culturais e do governo. Juntos para comemorar e discutir o patrimônio histórico e cultural da região. “Acho muito oportuno fazer uma reunião na Igreja”, disse o Diretor da UnB Planaltina, Marcelo Bizzeril,
referindo-se ao local escolhido para o Encontro Cultural.
O Superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Gustavo Chauvet, pediu ajuda à população para resgatar a memória fotográfica da cidade com fotos de pioneiros antes da construção e após com a fundação de Brasília. “Planaltina e “Brazlândia são prioridades do Arquivo Público este ano. A idéia é resgatar a história das cidades.”, anunciou Gustavo Chauvet.
Para o Subsecretário de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secretaria de Cultura (SUPHAC), Delvinei Santos, Planaltina representa
o inicio do Distrito Federal. “Nessas três semanas nós tivemos uma relação muito estreita com Planaltina, porque nós temos entendido que
ela é o berço de Brasília. A idéia é começar pelo começo, fazer um plano de conservação do Centro Histórico de Planaltina.”, explicou o Subsecretário.
Segundo o Administrador de Planaltina, Nilvan Pereira, é preciso fazer com que a história da região seja conhecida. “Temos que montar um
plano de trabalho para mapear e definir a poligonal do centro histórico de Planaltina, estabelecer quais são os pontos turísticos e culturais. Precisamos fazer com que as pessoas enxerguem o que a gente já conhece – a cultura e história de Planaltina.”, afirmou o Administrador.
O Deputado Distrital Cláudio Abrantes (PPS-DF) reiterou a opinião de Nilvan Pereira e lembrou do pedido de tombamento da Festa do Divino.
“Temos uma nova gestão de governo. É preciso tirar o olhar fora dos eixos e levar para as cidades do DF. E Planaltina tem consciência da contribuição que ela pode dar.”, disse Cláudio Abrantes.
De acordo com Simone Macedo, Presidenta da Associação dos Amigos do Centro Histórico (AMIGHOS) a parceria entre sociedade e governo é
muito boa para a cultura. “Estou muito confiante neste governo, acredito que agora a sociedade organizada vai preservar nosso patrimônio.”, comentou Simone.
O Secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, recordou que a Igreja de São Sebastião tem a arquitetura típica da época do ciclo de ouro e ressaltou a importância da comemoração dos 200 anos do Arraial. “A folia é o testemunho imaterial da passagem dos homens, que organizam seu tempo de acordo com as estações”. E completou. “Planaltina tem uma característica que a diferencia das demais cidades que estão no quadrilátero. Não devemos usar a expressão periferia, pois Planaltina precede a história de Brasília.”, concluiu o Secretário.
Hamiltom Pereira explicou, também, que a Secretaria de Cultura cabe a tarefa de abrir espaços para que a cultura apareça e reiterou a acuidade da parceria com a UnB. “O Estado não cria cultura, quem cria a cultura é a sociedade...Temos que preservar a importante parceria com a Universidade de Brasília, vincular as políticas públicas com as políticas educacionais.”, concluiu Hamilton.
Ao final da reunião, a Praça de São Sebastião foi o palco para a apresentação musical da banda Band’Aid, os grupos de teatro “Qebrando o Gelo e Trupe por um Fio e da declamação de poesias da Academia Planaltinense de Letras e do Grupo D’Armas, além do espetáculo de hip hop do grupo Cenas Urbanas.
Matéria publicada pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal
Abaixo seguem algumas fotos do evento:
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